Idealização da Mercadoria

Eu sou consumista. Poderia colocar “fim” aqui e acabar. Mas não. 

O advérbio muito deixaria a primeira frase mais verdadeira. Sou consumista no superlativo de intensidade múltipla de todos os órgão do meu corpo. Não da pra evitar. As vezes eu saio correndo de uma loja pra fugir de tentações porque, claro, além de tudo, sou pão-dura também. Isso mesmo, um paradoxo ambulante que fica perambulando pelas lojas. É terrível. Nunca compro de primeira, por impulso ou na louca. Antes de comprar eu me convenço que já tenho bastante apesar de falar demais por não ter nada a dizer. Vou embora pra casa firme, mas nem tão forte. Penso no item que eu não comprei de forma psicótica, mas ainda assim, sei que não precisava dele. Antes de dormir faço força pra não imaginar como ficaria bem colocar uma quinquilharia na estante, ou com que sapato uma blusa qualquer combinaria. Mas, de manhã, quando eu acordo, alguma coisa aconteceu e eu não posso mais viver sem o que eu não comprei. Bate um desespero, um nervoso e enquanto não compro a inutilidade não sigo em paz. 

O vestido inútil da Zara que eu achei desnecessário semana passada, hoje repousa feliz dentro do meu armário. 

nickass

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