outro patamar

Odeio ser feita de carne. Odeio sentir necessidade de carne.
Carne nas suas variadas formas… Carne de comer, carne de beijar… De sentir e cheirar e saciar, devorar, consumir, satisfazer.
Odeio ser de um lugar em que as palavras e os carinhos que não são, necessariamente, os do toque bastem.
Preciso mais que isso. Outro patamar. Coisa do futuro. Amar por amar, sem desejos, sem ter que saciar. Não querer nada em troca, acabar com esse infinito esperar de uma realização que é mais amor próprio que amor por amor. Egoísmo da alegria em se sentir satisfeito.
Ceder sempre, não pensar. Ser pro outro o que o mesmo é por você.
Amor. Puro e simples, mas, elaborado. Feito de palavra que toca onde qualquer outro instrumento, salvo o bisturi, não alcança.
Falta de ar, palpitação, mãos frias, calor e frio… Nenhum toque. Mas, nos sentidos só a falsa sensação de um milhão de dedos massageando aquele que palpita.

 

nickass

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