QUEIME ANTES DE LER

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Sempre tive mania de escrever, desde pequena. Odiava ler até um certo ponto, mas escrever era o tempo todo. Vivo com papel caindo do bolso, porque qualquer um que eu encontro, vira diário.

Qualquer coisa que eu leio ou escuto, pode ser tornar um tweet, um post, e às vezes (juro), livro.

Mas não foi sempre assim. Sou um pouco adoradora da arte de ficar sozinha. Falar dos meus problemas pra alguém, jamais. Então descobri que escrever era uma forma muito melhor de aliviar qualquer coisa. Acontece que eu passei a escrever só quando estava na bosta. Nossa. Parece que não existe combustível melhor na vida pra criatividade do que momentos em que a vida tá só a pirambeira e você tá descendo sem parar.

Aí, eu queria matar todo mundo, gritar e ficar louca, mas não matava, nem gritava. Chegava em casa e escrevia. Cartas endereçadas a ninguém. Poemas, músicas!

Geralmente não aliviava. Nada, absolutamente nada. Mas era uma forma de me manifestar.

Enchi cerca de uns sete diários de frustração com a vida, pessoas amadas, amigos, família, eu mesma. Cada vez que terminava um, eu fechava e guardava.

Então mudei de casa e todos eles vieram encaixotados como se fossem valiosos. O último tinha sido fechado por volta de 2004, há tempos, e nunca mais eu tinha feito diários pessoais. Por quê? Não tenho ideia. Talvez tenha aprendido a lidar com algumas coisas que antes pareciam insuportáveis. Talvez eu não tenha mais tempo pra isso e no tempo que me sobra prefiro dormir e comer.

Mas o caso é que em uma tarde de domingo, tropecei numa dessas caixas e sentei para ler tudo.

NUNCA me arrependi tanto. Junto com aquelas caixas, eu abri outras dentro de mim que guardavam coisas horríveis que já tinham caído no esquecimento. Eu quis tacar tudo no lixo inconformada com tamanha tristeza e dor. Mas não podia permitir que alguém lesse. Não por ter algo comprometedor, mas por ninguém merecer saber e ser cúmplice de tanta amargura.

Rasguei as páginas em milhões de pedacinhos me sentindo melhor a cada folha que eu destruía. Pensei em tacar fogo em tudo. Mas não fiz isso com todas. A maioria eu deixei dentro de um balde com água por dias, até a tinta se dissolver e apagar tudo do papel. Até que tudo parecesse um monte de nada. E foi isso que todo aquele mal virou. Nada. Não existe mais. Não existe porque é passado, e não faz mais parte da minha vida. Não existe mais porque eu já não me lembro mais de boa parte do que tinha lá. E não existe mais porque não existe mais referência a elas, mais nada que possa me fazer lembrar.

Tô livre.

Ainda escrevo. Sem parar. Ainda tenho papéis caindo dos bolsos. Mais de cinco diários, um blog, uma coluna, um livro escrito e outro em andamento. Mas nada de tristeza concreta sobre meus problemas pessoais. Eles vêm. Eu sofro e deixo eles no esquecimento (mesmo que minha memória insuportável teime em segurar algumas coisas). Mas eu não registro mais nada que seja ruim e que me lembre de um eu que eu quero loucamente esquecer.

Esquecer é a chave do sucesso.

 

nickass

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NICKNAME

A origem dos apelidos é uma coisa que sempre me interessa muito. Tipo quando a pessoa chama Frederico e o apelido é Zé. Quando a pessoa chama Carolina e o apelido é Loli, Luli. Fabiano vira Lelo. Adriana vira Gardenal. Andressa vira Pepa. Fernando vira Nonono. Adoro. Digo, Nando, Dani… é sem graça que só.

Lá em casa, a única pessoa que me chama pelo nome é minha irmã. Ou poderia dizer na vida?

Meu nome? Minha mãe ficou entre Suelen e Luiza. Ficou Monique, mesmo que me perdoem as Suelens&Luizas, mas eu amo Monique.

Meu primeiro apelido foi Nika. A referência, uma garotinha de cabelos parecidos com os meus, olhos esbugalhados claros e cantora; A Nikka CostaNikkaCosta

 

Ia tudo muito bem, até que eu comecei a achar o apelidinho caído… Mas não reclamava. Só dava uma torcidinha ou outra no nariz.

Até que

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conheci Nick Carter

Minha vida mudou, meu mundo caiu, o dia ficou mais ensolarado, o amor bateu na minha porta, eu atendi e deixei entrar.

Eu nem lembro que o Nick Carter existe hoje em dia, mas eu já morri por ele várias vezes.

Então, durante uma aula muito legal de física, na 6° série, eu escrevi o meu nome no cantinho da página num ato megalomaníaco e o nique reverberou no meu cérebro fazendo a ficha cair. E eu instaurei o novo apelido Nick. Virou lei. Era crime com pena de nunca mais eu olhar na cara e ficar de mal pra sempre se me chamassem de outra coisa.

Meu pai nunca me chamou de nada que não fosse Nika. Meu avô sempre me chamou de Nickinha *.* ai meu coração.

Mas o resto do mundo me chama de Nick ou derivados como Neeck. E eu gosto.

Jamais me chame de Mô. Não tem perdão. Odeio.

Se você tem um apelidinho estranho, conta pra mim!

 

nickass

 

 

 

 

DELUSIONAL

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Enquanto isso, na cama da minha mãe…

– A Mini (a gata) tem o zoinho atraente vesga – diz minha irmã com muito amor e carinho pelo bicho de estimação.

*risos*

– Tem sim. Nem precisa de DNA pra saber que é filha do Jared Leto…

– Aff, Monique

– Mas agora ela tem um padrasto

– Monique, vai dormir – meu irmão pediu pensando no meu bem estar

– A gente tá tratando a Monique como uma pessoa normal e de repente sai isso – minha irmã pontua me dando um belo boa noite.

 

nickass

IT GIRL

Olá, meninas! No vídeo de hoje eu vou ensinar a ser o Harry Styles. O cara que tomou o lugar da comida numa área muito extensa do meu cérebro.tumblr_o2rioa9lmA1v61gszo1_540

Um belo dia eu estava vendo minhas roupas e reparei algumas semelhanças notáveis e não atribuí o fato apenas à ideia fixa, mas ao bom gosto também ah, a modéstia. É uma referência ótima de alguém que usa uns paninhos, tipo Gucci, como se fossem luvas… e eu nem vou fazer o trocadilho démodé com o sobrenome dele.

Algumas pessoas tentaram roubar o look, mas não se acharam muito capazes de sustentar, como foi o caso do Frank Kobola

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Ele achou um pouco difícil, enquanto quêMichael, um garotinho de 3 anos, faz isso com maestria

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Então, se um garotinho consegue, eu também resolvi arriscar. Selecionei umas opções do Harry que poderiam muito bem ter saído do meu armário.

As marcas registradas dele são as camisetas brancas e cinzas, camisas xadrez e floral (muito floral, mas é uma primavera inteira). Bota de bico afunilado, calça preta extremamente justa (o que foi um problema para o nosso amigo Kobola) e blasers estruturados. Acessórios também. Anéis, colares*, chapéus e beleza (é acessório?)

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Os looks que eu tentei usurpar: os dele

 

Os meus

 

*Colar que eu dei um jeito de adquirir

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Risadas à parte, foi divertido e eu adorei. Mas tem uma coisinha que não tem como roubar ou copiar, e essa coisa é style… ba dun tssssss

 

nickass